Estuário de Iguape
Economia Circular · Recuperação Ambiental · ESG

S.O.S. Bio

Transformamos a crise ambiental do Estuário do Vale do Ribeira, no litoral sul de São Paulo, em condicionadores de solo e bioinsumos para o agronegócio brasileiro — com biogás e créditos de carbono no horizonte.

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Meandros do Rio Ribeira
01 · Iguape

Patrimônio Natural da Humanidade

O Vale do Ribeira abriga a maior porção contínua de Mata Atlântica remanescente no Brasil. São 360 quilômetros de rios que desaguam no complexo estuarino-lagunar de Iguape-Cananéia — reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera.

Uma região que é lar de comunidades quilombolas, caiçaras e ribeirinhas, cuja identidade cultural foi forjada ao longo de séculos pela relação íntima com os rios. A pesca artesanal — especialmente da manjuba — sustenta gerações inteiras. Os rios são vida, alimento, caminho e identidade.

360
km de rios
Rede fluvial
O estuário compõe-se de 360 km de rios com larguras médias de 50m, formando um dos maiores complexos hídricos do litoral paulista.
1534
fundação
Histórica
Uma das cidades mais antigas do Brasil, com patrimônio arquitetônico colonial preservado há quase 500 anos.
UNESCO
patrimônio
Global
Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.
21 mil
km²
Vale do Ribeira
Comunidades quilombolas, caiçaras e ribeirinhas que dependem dos rios para pesca, transporte e agricultura.
Pescador artesanal
Gente do Rio
"A pesca artesanal sustenta gerações inteiras. Famílias que vivem da pesca veem-se cada vez mais acuadas, abandonando atividades passadas de pais para filhos durante gerações."
Comunidades ribeirinhas de Iguape · Pesca da Manjuba · Tradição caiçara

Com o desespero das enchentes, a comunidade ribeirinha fica isolada e sem sustento. A área de pesca reduz-se a cada dia, comprometendo a subsistência de centenas de famílias que dependem dessa atividade.

120+
empregos diretos
O projeto gerará 120 postos de trabalho, com preferência para mão de obra local. 80 diurno, 40 noturno.
500+
famílias beneficiadas
Recuperação da navegabilidade, redução das enchentes e reconexão de comunidades isoladas.
Iguape ao entardecer
Iguape ao Entardecer · Vista Aérea
⊕
Estátua do pescador de Iguape
Pescador de Iguape · Monumento
⊕
Comunidade ribeirinha pescando
Comunidade Ribeirinha · Iguape
⊕
02 · O Alerta

Um Ecossistema Sufocado

Imagine 360 quilômetros de rios sufocados. Cobertos por um tapete verde e denso de plantas invasoras. Sem luz. Sem oxigênio. Sem vida. Esta é a realidade devastadora do Estuário do Rio Iguape.

Uma das regiões mais ricas em biodiversidade do Brasil está morrendo aos nossos olhos. Cada dia que passa sem ação, mais vida se perde. Mais comunidades sofrem. Mais gases de efeito estufa são emitidos. A janela de oportunidade para salvar este ecossistema está se fechando.

18M
m² bloqueados
70% da superfície dos rios coberta por 5 espécies de macrófitas com raízes de mais de 5 metros abaixo do nível das águas.
5
espécies invasoras
Macrófitas aquáticas que se multiplicam com o excesso de nutrientes e formam bancos sólidos que se deslocam sem controle.
3–5 m
de lodo no fundo
Camadas acumuladas por décadas no leito dos rios, que reduzem a vazão e agravam as enchentes.
27×
metano vs. CO₂
O metano liberado pela decomposição da biomassa aquece a atmosfera cerca de 27 a 28 vezes mais que o CO₂ em cem anos.

Enchentes devastadoras

Destroem plantações e prejudicam centenas de famílias de agricultores

A redução da vazão dos rios pelas macrófitas provoca alagamentos periódicos que devastam áreas agricultáveis e isolam comunidades inteiras da região.

Morte massiva da fauna

Sem luz solar e oxigênio, peixes e espécies nativas morrem

A cobertura de macrófitas bloqueia luz e oxigênio, causando morte de espécies aquáticas. Bancos sólidos se deslocam sem controle, interrompendo a pesca artesanal.

Comunidades isoladas

Navegação impossibilitada em toda a região

Comunidades ribeirinhas ficam sem acesso a serviços, mercados e hospitais. A redução da pesca compromete o sustento de centenas de famílias.

Emissões descontroladas

Metano (CH₄) e CO₂ agravando o efeito estufa

As macrófitas em decomposição liberam metano e CO₂ sem controle. O metano tem potencial de aquecimento cerca de 27 a 28 vezes o do CO₂.
Rio Pequeno · 11 km · 100% coberto
Rio Paraopeba · 18 km coberto
Rio Iguape · Entrada ao Estuário
Lagamar · A cor verde clara são macrófitas!

"Imagine rios cristalinos onde antes havia pântanos sufocados. Peixes voltando à superfície. Comunidades navegando livremente. Agricultores com colheitas florescendo em solos regenerados."

Este é o futuro que o projeto SOS-Bio vai criar

03 · A Solução

S.O.S. Bio

A S.O.S. Bio não é mais uma iniciativa de limpeza ambiental. É um sistema de economia circular que transforma um passivo ambiental em insumo para o agronegócio brasileiro.

Retiramos macrófitas aquáticas e sedimento dos rios — uma remoção que os órgãos ambientais já determinam — e os transformamos em condicionadores de solo e substratos, com composição atestada por laudos da UNESP. Um condicionador não substitui o adubo: faz o solo aproveitar melhor qualquer adubo. A matéria-prima não tem custo de aquisição, e retirá-la é o que recupera os rios.

Nosso Diferencial Competitivo

Quatro ativos que, juntos, um novo entrante não consegue replicar: licenças ambientais exclusivas da CETESB e do DAEE sobre o estuário; 300 hectares próprios na Fazenda Pindú, às margens do rio; 15 anos de pesquisa de campo sobre sazonalidade, rebrota e manejo da biomassa; e produto com composição atestada por laudos da UNESP.

01

Extração

Balsas 100t + guindastes retiram macrófitas e lodo dos rios

02

Transporte

Via fluvial até a Fazenda Pindú (300 ha)

03

Processamento

Secagem em leiras, compostagem e beneficiamento

04

Venda

Condicionador de solo e substrato, ensacado ou a granel

Licenças e Autorizações

CETESB
Licença nº 93010734 · Cadastro 3511011335 · Validade em aberto
DAEE
06 Publicações Oficiais em 2024 · Limpeza superficial e desassoreamento
Licenciada
28 km de rios no Estuário de Iguape
Expansão
+60 km solicitados para aprovação antes do final de 2026
Base Operacional

Fazenda Pindú

Estrategicamente posicionada no coração do estuário. Propriedade dos sócios, com infraestrutura pronta para iniciar operação imediata. O Rio Pindú atravessa a fazenda com 3.100 metros de extensão, 100% coberto de macrófitas, mata e lodo no fundo — já incluído nas licenças dos 28 km para limpeza.

300 ha
Área total
8 nascentes, 2 lagoas. Propriedade dos sócios.
3.100 m
Rio Pindú
100% coberto · incluso nas licenças dos 28 km.
50 ha
Área limpa
Disponível para instalações e operação.
4 km
Iguape
70% asfaltado. Logística facilitada.
📍 Fazenda Pindú · 24°39'34.7"S 47°28'10.3"W
04 · O Produto

Valor Nutricional Comprovado

As macrófitas e o sedimento têm origem limpa e sem contaminação. Laudos do Laboratório de Diagnose de Solo, Planta e Fisiologia Vegetal da UNESP — Câmpus de Registro (Prof. Dr. Danilo Eduardo Rozane, CREA-SP 5060906870) atestam a composição do material. Como condicionador de solo, o produto retém nutrientes e os libera aos poucos para as plantas, mantém a umidade e melhora a estrutura do solo. É complementar ao adubo mineral, não concorrente.

Macrófitas Aquáticas — Laudo UNESP nº 220216

Referência de biomassa

Em ambientes eutrofizados, densidades de macrófitas aquáticas podem alcançar 3.749 gPS/m² (gramas de peso seco por metro quadrado) — dados de monitoramento em reservatórios brasileiros. O estudo de caracterização físico-química conduzido pela VRA (Dez/2024) identificou sedimentos ricos em nutrientes em 5 cursos d'água do estuário: Rio Pindú, Rio Pequeno, Rio Peropava, Rio Una da Aldeia e Ilha dos Papagaios, com protocolo de 90 amostras compostas em 3 profundidades por sessão de 600m.

MACRONUTRIENTES PRIMÁRIOS (g/kg)

N
26
K
23
P
3,5

MACRONUTRIENTES SECUNDÁRIOS (g/kg)

Mg
4,4
Ca
3,6
S
2,8

MICRONUTRIENTES (mg/kg)

Fe
671
Mn
110
Zn
32
B
15
Cu
6

PARÂMETROS TÉCNICOS

30–50%

Umidade

15–25

C/N

35–45

C org %

alta

CTC

Sedimento de Fundo de Rio — Laudos UNESP nº 242854 / 242855

Referência de matéria orgânica

Solos ideais possuem M.O. de ~50 g/dm³. O sedimento do estuário registra 158 g/dm³ — mais de 3× o nível ideal. Composto orgânico pronto tem densidade de ~400 g/dm³ (EMBRAPA). A CTC de 189,7 mmolc/dm³ funciona como um "banco" de fertilidade: quanto maior a argila e matéria orgânica, maior a capacidade de reter nutrientes essenciais (Ca, Mg, K) e reduzir perdas por lixiviação.

189,7

CTC (mmolc/dm³)

Capacidade de Troca Catiônica — habilidade do solo de reter e trocar nutrientes essenciais com as raízes

158

M.O. (g/dm³)

Matéria Orgânica — solos ideais têm ~50 g/dm³; este sedimento supera em 3× o nível ideal

FERTILIDADE / MACRONUTRIENTES

C org
92 g/dm³
P
53 mg/dm³
S-SO₄
70 mg/dm³

CÁTIONS TROCÁVEIS (mmolc/dm³)

Ca
24
Mg
17
K
2,0

MICRONUTRIENTES (mg/dm³)

B
0,79
Zn
0,3
Cu
0,2

INDICADORES

23%

V (Sat. Bases)

43,0

S.B.

Textura: Franco-Argilosa (42,9% areia · 24,4% silte · 32,7% argila)

Fonte: UNESP Diagnose — Câmpus de Registro — Prof. Dr. Danilo Eduardo Rozane (CREA-SP 5060906870)

Macrófitas: Laudo nº 220216 (Jul/2022) · Sedimentos: Laudos nº 242854 e 242855 (Dez/2024) · Rio Pindú, Iguape-SP

** Fe, pH e Al presentes no sedimento serão equilibrados durante o processo de beneficiamento e compostagem

MAPA
enquadramento
Categoria de condicionadores de solo e substratos para plantas, com os laudos da UNESP como base analítica.
Aliado
do adubo mineral
Reduz a perda de nutrientes por lixiviação: o produtor usa os dois e aproveita mais de cada um.
4
mercados-alvo
Viveiros e mudas, substratos para frutíferas, recuperação de áreas degradadas e agricultura regenerativa.
Granel
ou ensacado
Venda direta na Fazenda Pindú, com acompanhamento agronômico.
05 · O Mercado

O Brasil precisa de biofertilizantes

O Brasil é o maior comprador mundial de fertilizantes — e importa 85% do que consome. São mais de 41 milhões de toneladas por ano, a um custo de US$ 25 bilhões. Essa dependência é insustentável e cria uma oportunidade estratégica sem precedentes para a produção nacional de biofertilizantes orgânicos.

O mercado de biofertilizantes cresce 4 vezes mais rápido que o convencional, impulsionado pela nova Lei de Bioinsumos (Lei 15.070/2024) — que faz do Brasil o primeiro país do mundo com regulamentação específica para bioinsumos. São 40 milhões de hectares de solos degradados esperando por uma solução.

85%
Importado
O Brasil gasta US$ 25 bi/ano importando fertilizantes minerais.
22%
Crescimento a.a.
Biofertilizantes crescem 22% a.a. vs 5,9% convencional.
R$ 50 bi
até 2030
Projeção do mercado de bioinsumos no Brasil.
Lei 15.070
2024
1º país com legislação específica para bioinsumos.
40M ha
Degradados
Solos abandonados — mercado potencial enorme e inexplorado.
US$ 25 bi
Import/ano
Oportunidade estratégica para produção local.
Crise Geopolítica
Oportunidade Estratégica
As guerras Ucrânia-Rússia e os conflitos no Médio Oriente provocaram disrupção severa nas cadeias globais de fertilizantes. Rússia e Belarus enfrentam sanções que impactam a oferta mundial de potássio e nitrogênio. Para o Brasil, que importa 85% dos fertilizantes, a produção nacional de biofertilizantes é questão de soberania alimentar.
06 · Expansão

Biogás e Carbono

Em estruturação

A mesma biomassa que vira condicionador de solo pode, antes, passar por biodigestão controlada. Em vez de escapar para a atmosfera na decomposição natural do estuário, o metano é capturado e passa a trabalhar a favor do clima e da operação.

Captura de metano

O biodigestor interrompe a decomposição descontrolada: o metano deixa de ser emissão e vira combustível.

Digestato

O resíduo da biodigestão, rico em nutrientes, volta para a linha de condicionadores. Nada é descartado.

Biometano e CBIOs

Na maturidade da planta, o biogás purificado gera Créditos de Descarbonização pelo RenovaBio e substitui diesel na frota.

Energia própria

Calor e eletricidade do biogás alimentam a secagem e o beneficiamento.

Créditos de carbono com lastro físico

Cada tonelada de biomassa retirada do estuário e cada hectare de solo regenerado têm efeito climático mensurável. O projeto estrutura duas frentes de créditos, com medição, reporte e verificação digital (DMRV) de parceiro especializado.

Evitação
Metano que deixa de ser emitido com a remoção da biomassa e sua biodigestão controlada.
Sequestro
Carbono orgânico que o condicionador devolve ao solo, medido em parcelas georreferenciadas.
Adicionalidade
A limpeza do rio é obrigatória; transformar o material em produto e capturar o metano é voluntário. É essa diferença que fundamenta o crédito.
Instrumentos
CPR Verde e Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (Lei 15.042/2024).

Biogás, biometano e créditos de carbono são expansões planejadas, com engenharia, parceiros e cronograma em estruturação. O negócio de condicionadores de solo opera de forma independente delas.

Para investidores e parceiros

Plano de negócios sob consulta

O negócio de condicionadores de solo sustenta a operação por si só; biogás e carbono ampliam a tese. O plano de negócios e o modelo financeiro completos são apresentados a interessados qualificados, sob confidencialidade.

Licenças
exclusivas
CETESB e DAEE sobre 28 km do estuário. A remoção é mandatória, e a matéria-prima chega em fluxo contínuo.
300 ha
base própria
Fazenda Pindú, às margens do estuário: pátio de secagem, beneficiamento e hidrovia na porta.
15 anos
de pesquisa in situ
Sazonalidade, rebrota e manejo da biomassa: conhecimento de campo acumulado no próprio estuário.
UNESP
produto atestado
CTC de 189,7 mmolc/dm³ e matéria orgânica de 158 g/dm³, cerca de três vezes a referência para solos.
Solicitar material completo → Falar com a diretoria
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